Bolsonaro ameaça com novos aumentos dos combustíveis: 'Eu não vou na canetada congelar o preço'

Petrobras: Bolsonaro vai manter preços abusivos na gasolina, diesel e gás de cozinha

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (22) que não irá alterar a política de preços da Petrobras, que consiste na variação do dólar e na cotação internacional do petróleo. Com isso, os brasileiros ganham em real, mas compram os combustíveis na moeda americana.

“Ninguém vai interferir na política de preços da Petrobras. Eu não consigo entender, em um prazo de duas semanas, ter um reajuste no diesel em 15%”, disse o presidente, indicando que tudo continua como dantes, qual seja, os preços abusivos vão continuar na gasolina, diesel e gás de cozinha.

Para divertir o público, isto é , distrair, Bolsonaro questionou o salário da diretoria da Petrobras e perguntou se o petróleo é nosso ou de um pequeno grupo.

“O petróleo é nosso ou é de um pequeno grupo no Brasil?”, perguntou o presidente, sem apontar uma consequência diferente. Pelo contrário. Bolsonaro disse que deixará tudo como dantes, apesar da troca no comando da estatal.

Na sexta-feira à noite, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna, que estava na Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras. O militar é um cumpridor de ordens e dificilmente apresentará algo inédito na companhia petrolífera.

Fanfarrão o presidente ainda continuou:

“Não foi essa a variação do dólar aqui dentro, nem do preço do barril lá fora. Tem coisa que tem que ser explicada. Eu não peço, eu exijo transparência de quem é subordinado meu. A Petrobras não é diferente disso aí”, disse.

Ou seja, com boquinha ou sem boquinha para os militares, a coisa vai continuar feia para o consumidor de combustíveis no Brasil.

Bolsonaro sucumbiu –como era esperado– à especulação e aos interesses da velha mídia golpista.