Flávio Dino disse que “imunidade” não é “impunidade” ao se referir à prisão do deputado Daniel Silveira

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), engrossou a opinião daqueles que consideram fundamental uma punição exemplar para o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).

Para o mandatário maranhense, a imunidade parlamentar não é absoluta, conforme ampla jurisprudência. Dino disse que “imunidade” não é “impunidade” ao se referir ao deputado preso.

“Há um evidente ataque de milícias contra a democracia, que deve ser repelido”, condenou o governador.

Flávio Dino disse ainda que o STF não pode ser coagido na sua missão constitucional.

Diante das ameaças do deputado, afirmou Dino, a prisão está mais do que justificada, com a perpetração de novos crimes.

O deputado Daniel Silveira foi preso em flagrante na noite de terça (16) por publicar um vídeo no qual faz apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e defender o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é inconstitucional. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news na corte máxima.

O secretário de Comunicação do Maranhão, o jornalista Ricardo Cappelli, também opinou sobre a prisão de Daniel Silveira.

“Hitler não invadiu a Tchecoslováquia a passeio. Liberação de armas, ameaça às instituições democráticas e ataque às urnas eletrônicas. A decisão do ministro Alexandre de Moraes é o grito de Churchill. Precisamos pará-los, antes que seja tarde”, disse o secretário.

“Para os que estão refletindo sobre a decisão correta do ministro Alexandre de Moraes”, continuou Cappelli, “uma frase de Churchill para Chamberlain sobre a possibilidade de acordo com a extrema-direita”: ‘Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra’.