Dino e Requião articulam frente paralela a Haddad

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o ex-senador paranaense Roberto Requião (MDB) se somaram à banda contrária ao “bloco na rua” do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para disputar 2022.

Dino disse que o petista tem o direito a se lançar, no entanto questionou o programa de Haddad e sua aliança para vencer Bolsonaro no ano que vem.

“Indiscutível o direito de qualquer partido lançar candidato a presidente. As questões são outras: Qual o programa e quais as alianças para derrotar Bolsonaro? Pois, se há uma coisa que não temos ‘direito’, é a de perder novamente para ele e prolongar tantas tragédias”, disse Dino, jogando a carga de responsabilidade nas costas do petista.

Flávio Dino é um dos nomes cogitados para liderar a frente ampla de esquerda contra o presidente Bolsonaro.

Requião afirmou que a primeira coisa que as oposições devem demonstrar é amor pelo Brasil. “Uma visão e uma política fraterna com nosso povo e a felicidade da nossa gente. Nacionalismo, democracia e política clara de valorização do brasileiro”, disse o emedebista.

Para Dino e Requião, uníssonos, o programa com cinco pontos importantes deve preceder à discussão de nomes.

“Depois de definido o que propomos, em comum, lança-se os nomes. Aquele que mais agregar seria o candidato da frente ampla de esquerda”, explicou Requião neste sábado (06/02) ao Blog do Esmael.

Na manhã de hoje, numa entrevista ao Blog do Esmael, o filho do ex-senador disse que não votará no candidato do PT. ‘Haddad não terá o meu voto no 1º turno’, declarou o deputado estadual Requião Filho (MDB), já como reflexo da possível candidatura do ex-prefeito de São Paulo.

Requião Filho alegou que o desagrada a posição nacional do PT em relação à autonomia do Banco Central, a priorização do mercado em detrimento das pessoas, a subserviência ao estrangeiro. “Isso tira o meu voto no Haddad no primeiro turno”, justificou o filho do ex-senador, um dos ícones progressistas do País.

Diante da reação da esquerda à antecipação de Haddad, que pode ter queimado a largada, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), passou o pano na questão. Ela disse que o nome poderá ser “conversado” lá na frente –ao se referir às eleições 2022.