Desmoralizada, Lava Jato tenta requentar pirotecnias após investigação da PGR

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Algumas horas após o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, pedir para que a Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investiguasse os ex-integrantes da falecida Lava Jato, a força-tarefa, com espírito de corpo, tenta requentar pirotecnias.

Sob o signo da desmoralização, a Lava Jato cumpre nesta quinta-feira (11) mandados de busca e apreensão contra operador investigado por supostamente receber pagamento de U$ 1 milhão em contas no exterior.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba. Dois mandados são cumpridos em São Paulo e outros dois em Pindamonhangaba. O empresário Cláudio Mente seria um dos alvos da operação de hoje.

Essa foi a primeira fase da Lava Jato desde que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) passou a integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Porém, também foi 80ª fase desde o início da operação em 2014.

Procuradores da Lava Jato na mira do STF

Procuradores da Lava Jato entraram na alça da mira do Supremo Tribunal Federal (STF) e da defesa do ex-presidente Lula, que teve acesso às mensagens trocadas entre os integrantes da força-tarefa e o ex-juiz Sergio Moro. Além da investigação no CNMP, o grupo de Curitiba ainda pode responder por conteúdos revelados pela Operação Spoofing –que investigou hackers por invadir celulares de autoridades.

O marco da desmoralização da Lava Jato pode ser identificado pela revelação do procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato, ao revelar no Telegram que a prisão de Lula em abril de 2018 foi um “presente da CIA”.