Derrota de Maia prova que frente ampla com capital financeiro seria suicídio político, diz Requião

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O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) analisou a derrota do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não conseguiu eleger seu sucessor na Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), como um recado para a oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Requião, a frente ampla com representantes do capital financeiro se comprovou como um erro político para os progressistas e a esquerda brasileiros.

Para o ex-senador emedebista, o processo eleitoral no Congresso mostrou a insofismável dominância da banca e do capital financeiro sobre o Parlamento. “Já o povo brasileiro é outra coisa”, disse Requião. “E ainda temos ‘companheiros’ propondo frente ampla com os serviçais da banca?”, questionou.

O ex-senador Roberto Requião vem pregando há muito tempo acerca da necessidade de uma ‘Frente de Esquerda’, de caráter nacional, com base em um programa comum, que leve em conta o fim das privatizações, as especulações do mercado financeiro, a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, o desenvolvimento nacional e a geração de empregos.

“Somente depois de termos um programa comum, contra o que aí está, é que chegaríamos a um nome de consenso para as eleições de 2022”, disse ao Blog do Esmael o político paranaense. “A derrota de Maia provou que a frente ampla com capital financeiro seria suicídio político”, opinou.

Sobre o fato do agora ex-presidente Rodrigo Maia não ter aceito o pedido de impeachment de Bolsonaro, Requião discorda que o sensível deputado seja um covarde.

“Rodrigo Maia não é um covarde, não é um rato, não é traidor. Rodrigo Maia é um quadro da direita brasileira, por formação e por convicção”, avaliou.