Depois de testar ozônio, Bolsonaro agora quer experimentar spray israelense

O presidente Jair Bolsonaro, também conhecido como Capitão Cloroquina, por motivos óbvios, depois de experimentar aplicação de ozônio em Itajaí (SC) agora quer experimentar o spray nasal contra covid-19 produzido por um laboratório israelense.

Assim como a cloroquina e o ozônio, que não têm eficácia no combate da doença, o spray também não tem comprovação alguma. Aliás, Israel é o país que proporcionalmente mais vacinou pessoas no mundo.

O presidente Jair Bolsonaro disse que o spray nasal contra a Covid-19 desenvolvido por médicos israelenses será enviado à Anvisa para análise de uso emergencial.

O medicamento EXO-CD24, que contém uma proteína que ajuda a recuperação do pulmão, ainda está em fase de testes.

Em visita a SC, o presidente confirmou que enviará uma comitiva para negociar o remédio EXO-CD24 em Israel.

Enquanto isso, no Brasil real, já são 240.940 mortos por covid desde o início da pandemia.

Ao mesmo tempo em que Bolsonaro mergulha, aglomera, se recusa a usar máscara durante suas férias em Santa Catarina, estados e municípios se desesperam com a falta de vacinas.

Primeiro foi o Rio, depois Curitiba e agora Salvador que estão sem imunizantes.

A vacinação parou porque não tem mais doses de vacina.