Congresso irá propor auxílio emergencial com sacrifícios contra servidores públicos

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O Congresso Nacional irá propor na semana que vem a reimplantação do auxílio emergencial, com menos prestações e valores menores, mas com a contraprestação dos servidores públicos, que pagarão a conta. A pauta mostra que os novos dirigentes da Câmara e do Senado, a exemplo dos antecessores, também foram abduzidos pelo corrupto sistema financeiro.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, que trabalha pelos banqueiros, exigirá que uma reforma administrativa seja aprovada para que a ajuda aos mais vulneráveis durante a pandemia. É uma chantagem explícita, que tem eco favorável no parlamento.

“Não se trata de uma condição imposta pelo governo, mas de uma sinalização positiva de que o Congresso e o Senado têm responsabilidade fiscal. Com a cláusula de guerra, vamos poder prorrogar o auxílio emergencial”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, reafirmaram nesta quinta-feira (18) as votações da agenda econômica e de combate à pandemia. Eles se reuniram hoje com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos, para tratar da pauta econômica e do retorno do auxílio emergencial.

Após a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), especulou-se que as votações no Legislativo pudessem ser atrasadas em razão de uma possível crise política.
Lira afirmou que, mesmo com todos os problemas, as pautas traçadas pelo governo, pela Câmara e pelo Senado estão mantidas.

“Vamos continuar tratar dos assuntos importantes para o Brasil, como as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tramitam na Câmara e no Senado, como as vacinas e o combate à pandemia. Todos os outros assuntos são laterais”, disse Lira. “Nossa democracia é caracterizada pela firmeza das instituições”, acrescentou.

Rodrigo Pacheco afirmou que, na próxima semana, o Senado vai discutir a PEC Emergencial. Pacheco sinalizou que o relator do texto, senado Márcio Bittar, irá apresentar o relatório nos próximos dias com uma cláusula que vai permitir a implementação do auxílio emergencial.

“Foi mais uma rodada de conversas para o encaminhamento do auxilio e da contrapartida; não como condição para ser aprovado, mas como mais uma sinalização do Senado e da Câmara com a responsabilidade fiscal”, afirmou.

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