Bolsonaro envia MP ao Congresso que autoriza privatização da Eletrobras

Começou a liquidação de ativos com o processo de privatização. Vende-se a preço de banana estatais, patrimônio do povo brasileiro.

Depois de publicar decreto sobre privatização de aeroportos, portos e rodovias, Bolsonaro enviou nesta terça-feira (23), ao Congresso, medida provisória autorizando a venda da Eletrobras.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, receberam das mãos do presidente da República, Jair Bolsonaro, o texto da Medida Provisória (MP) que trata da capitalização da Eletrobras. A proposta autoriza a privatização da estatal.

Mais cedo, em entrevista, Lira já havia afirmado que a privatização da empresa será feita com responsabilidade, com previsão de democratização na gestão, participação do capital e cláusula sobre golden share, a ação de ouro, terminologia utilizada no mercado acionário para designar as ações que serão retidas pelo poder público no momento em que se desfaz do controle acionário de sociedades onde detinha participação.

Após a entrega do documento, os presidentes fizeram um rápido pronunciamento. Lira quer dar celeridade à votação da proposta na Câmara. Segundo ele, o texto já poderá entrar na pauta da Casa na próxima semana.

“É o primeiro passo do que podemos chamar de uma agenda Brasil com investimentos, capitalização, e uma pauta que andará com as reformas. Estamos cumprindo nosso papel com unidade, respeito e harmonia, que é o que o Brasil precisa”, disse Lira.

Pacheco também destacou que é “fundamental a independência entre os poderes”. Bolsonaro afirmou que as privatizações propostas pela agenda do governo seguirão a todo vapor. “Queremos enxugar o estado, diminuir o estado para que nossa economia possa dar a resposta que a sociedade precisa”, afirmou.

Bolsonaro jura que sua agenda de privatizações “está a todo vapor”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta terça-feira (23/2) que a agenda de privatizações do governo federal “continua a todo vapor”. O chefe do Executivo federal foi até o Senado para apresentar ao Congresso Nacional a Medida Provisória da Privatização da Eletrobras (MP de nº 1031). O evento não constava na agenda do presidente e ele decidiu ir de última hora, a pé, do Planalto até o Congresso.

Ao lado dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro fez questão de reafirmar o compromisso do seu governo com as privatizações.

“Estou tendo a grata satisfação de retornar a esta casa trazendo uma medida provisória que visa à capitalização do sistema da Eletrobras. Então a Câmara e o Senado vão dar a devida atenção à matéria, até por ser uma MP. A nossa agenda de privatização, não que a medida provisória não trate disso, mas nossa agenda continua a todo vapor”, ressaltou Bolsonaro.

“Nós queremos, sim, enxugar o Estado, diminuir o tamanho do mesmo para que nossa economia possa dar uma satisfação, possa dar a resposta que a sociedade precisa”, complementou.