Biden ameaça reimpor sanções a Mianmar após golpe militar

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O presidente norte-americano Joe Biden emitiu um comunicado avisando que os EUA poderiam reimpor sanções a Mianmar devido ao golpe militar.

Na segunda-feira (1º), militares mianmarenses detiveram a conselheira de Estado e a líder da Liga Nacional para a Democracia (LND), Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint, e outros altos funcionários do país, alegando fraude na recente vitória da LND.

Em comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que “a comunidade internacional deve se unir em uma voz para obrigar os militares mianmarenses a desistirem imediatamente do poder que tomaram, livrarem ativistas e oficiais que detiveram, cancelarem restrições de telecomunicação e absterem-se da violência contra civis”.

Vale destacar que Washington cancelou as sanções contra Mianmar durante a última década pelo “progresso rumo à democracia”. Em meio à reviravolta em Mianmar, o presidente norte-americano adicionou: “A reversão desse progresso exigirá uma revisão imediata de nossas leis e autoridades de sanções, seguida de ação apropriada.”

Além disso, Joe Biden ressaltou que “a força nunca deve intencionar ultrapassar a vontade do povo ou tentar erradicar o resultado credível de eleições”. E concluiu: “Os Estados Unidos vão defender a democracia onde quer que ela esteja sob ataque.”

De 1962 a 2011, Washington restringiu relações bilaterais com Mianmar. As tensões foram causadas pela política do Partido do Programa Socialista.

Aung San Suu Kyi é uma ativista democrática e uma das lideranças do movimento contra o poder militar. Durante eleição geral em 1990, o partido liderado por Aung San Suu Kyi ganhou 81% dos assentos no Parlamento mianmarense.

No entanto, os militares se acusaram a reconhecer os resultados das eleições e continuaram a governar Mianmar, colocando a ativista em prisão domiciliar, que foi cancelada apenas em 2010 sob forte pressão internacional.

De 2016 a 2021, Aung San Suu Kyi foi conselheira de Estado, quando em 1º de fevereiro foi deposta por um golpe militar. Uma onda de criticismo tanto dentro como fora de Mianmar surgiu quando mais de 700.000 membros do povo rohingya fugiram de Mianmar para Bangladesh, uma vez que as autoridades do estado de Rakhine começaram uma ofensiva em retaliação do ataque pelos insurgentes rohingyas nos postos de segurança em 25 de agosto de 2017.

Da Sputnik Brasil