intervenção militar

Após Petrobras, Bolsonaro também planeja militarizar a SECOM

Nunca na história deste País os militares tiveram tantas boquinhas no governo.

Dito isso, após militarizar a Petrobras, com o general Joaquim Luna, o presidente Jair Bolsonaro também estuda militarizar a Secretaria de Comunicação da Presidência (SECOM).

A SECOM ficaria subordinada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, hoje sob o comando do almirante Flávio Rocha, que acumularia o cargo.

Bolsonaro ‘distribuiu’ militares de quase todas as patentes em cerca de 12 mil cargos federais.

Além de Petrobras e SECOM, os homens da farda ocupam os ministérios da Infraestrutura, Saúde, Secretaria de Governo, Ciência e Tecnologia, dentre outras funções visíveis e invisíveis –como conselhos administrativos e diretorias de empresas públicas.

Há quem acredite que a militarização do governo tenha relação psicológica de Bolsonaro com o passado, pois, há 33 anos, o Exército Brasileiro divulgou um editorial dizendo que o então capitão maculava a dignidade militar.

O texto “Noticiário do Exército”, publicado em 25 de fevereiro de 1988, se referia ao plano de Bolsonaro para estourar bombas em unidades militares. A ideia de Bolsonaro, revelada na época pela revista Veja, era protestar contra os baixos salários dos militares e, assim, prejudicar o comando do Exército.

Agora o cenário mudou. São os militares que puxam o saco de Bolsonaro por uma boquinha no governo.