Trump sofre 2º pedido de impeachment enquanto Maia desconsidera 50 pedidos contra Bolsonaro

Os democratas americanos apresentaram nesta segunda-feira (11) o segundo processo de impeachment contra o presidente Donald Trump por incitar a invasão do Congresso na última quarta-feira (6). A tentativa de golpe resultou na morte de seis pessoas.

“Ele, deliberadamente, deu declarações que encorajaram ações ilegais. Incitados pelo presidente, uma multidão invadiu o Capitólio de forma ilegal, atacou equipes de segurança, ameaçou membros do Congresso e o vice (…) e se engajou em atos violentos, mortais, destrutivos e sediciosos”, diz o pedido formulado.

Paralelamente ao pedido de impeachment, o Congresso ainda pressiona o vice-presidente Mike Pence para que ele use a Emenda 25, que permite o afastamento de Trump.

As duas frentes políticas tentam fazer Donald Trump renunciar ao cargo a nove dias dele deixar a Casa Branca.

Os democratas prometeram consequências imediatas para o papel de Trump em um ataque que colocou em risco a vida do vice-presidente, dos membros do Congresso e de milhares de funcionários que trabalhavam no Capitólio, enquanto as autoridades se reuniam para formalizar o presidente eleito Joe Biden.

“A ameaça do presidente aos Estados Unidos é urgente, e nossa ação também será”, disse hoje a deputada Nancy Pelosi, presidenta da Câmara.

Os republicanos se opuseram a uma resolução pedindo a Pence que invocasse a 25ª Emenda, o que significa que a Câmara teria que convocar uma votação completa sobre a medida, provavelmente na terça-feira.

“Pode muito bem haver uma votação sobre o impeachment na quarta-feira”, disse o deputado Steny H. Hoyer, de Maryland, o líder da maioria.

Para o líder da maioria, a votação do impeachment é uma questão política.

“Se o impeachment pode ser aprovado no Senado dos Estados Unidos não é a questão”, disse ele. “A questão é que temos um presidente que a maioria de nós acredita ter participado do incentivo a uma insurreição e de um ataque a este prédio e à democracia, tentando subverter a contagem do voto presidencial”.

Em quatro páginas, o pedido de impeachment acusa Trump incitar à violência contra o governo dos Estados Unidos.

Enquanto isso, no Brasil, os “democratas” de Rodrigo Maia (DEM-RJ) afrouxam a tanga e não aceita um dos 50 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. Há mais elementos para remover o mandatário brasileiro do que Trump.