Rodrigo Maia, com medo, não pede convocação de sessão extraordinária no Congresso

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), temeroso, não pediu a convocação da sessão extraordinária no Congresso. Em vez disso, o parlamentar pediu para que o senador Davi Alcolumbre (DEM-A) convoque a Comissão Representativa do Congresso –um colegiado formado por apenas sete senadores e 16 deputados.

Na sexta-feira (16), em carta, PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB e Rede pediram a convocação de sessão extraordinária do Congresso para votar, aprovar e fazer valer uma “Pauta de Emergência” diante da crise nacional.

Maia, ao descartar a sessão extraordinária, mostra que tem medo até da sombra do presidente Jair Bolsonaro.

Com a diminuta comissão que pediu, em contraposição à sessão extraordinária de 513 deputados e 81 senadores, o presidente da Câmara tergiversa justificando que seria “para avaliar a grave situação atravessada pelo Amazonas em razão do recrudescimento da pandemia de Covid-19 naquele estado, bem como debater medidas que estejam ao alcance deste órgão e que possam contribuir para solucionar as dificuldades prementes que se colocam diante do povo amazonense e de todo o País”.

Rodrigo Maia diminui o tamanho do Congresso perante a crise sanitária e a depressão econômica que assolam o País.

Quem garante que Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia, terá mais coragem que seu criador?

Os partidos de oposição, que subscreveram a carta, têm força de barganha para convocar a sessão extraordinária no Congresso. Essas agremiações precisam fazer valer a condição de “fiel da balança” na disputa de 1º de fevereiro.

Caso não saia a sessão extraordinária do Congresso, folgo sugerir, a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) passa a ser melhor opção para a oposição na Câmara.