Presidente do BB e ministro das Relações Exteriores podem ser demitidos em breve

O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, pode ser demitido por ter revelado que a instituição financeira planeja fechar agências e demitir 5 mil bancários. O processo de desmonte do banco público repercutiu negativamente para o governo nas vésperas da eleição no Congresso Nacional.

As agências do BB são vistas como fundamentais em muitas regiões no país, sobretudo nas longínquas áreas rurais no Brasil profundo.

Bolsonaro quer eleger seu candidato à Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Centrão, por isso o presidente tende a dar um passo atrás no fechamento de agências. Talvez, depois da eleição, ele retome o projeto, que agrada aos bancos privados.

A cabeça do atual presidente do BB pode ser entregue a deputados e senadores, em nome do controle do Congresso, pelo medo crescente de Jair Bolsonaro sofrer impeachment muito em breve.

Noutro front, nas relações exteriores, Bolsonaro precisará lutar contra o isolamento internacional. A opção equivocada pela diplomacia subserviente, submissa a Donald Trump, mostrou um desastre para a imagem externa do Brasil. Nunca na história do Itamaraty o País ficou tão isolado na quadra mundial.

A posse de Joe Biden, no próximo dia 20 de janeiro, tende a elevar a tensão entre Bolsonaro e EUA –e consequentemente aumentar esse isolamento político, econômico e cultural.

Para minimizar a fúria do presidente americano, que ameaçou durante a campanha presidencial dos EUA, Bolsonaro poderá demitir o chanceler Ernesto Araújo, de extrema direita, por um nome mais palatável. O ex-presidente Michel Temer ainda continua sendo uma opção.

Nesse governo de apedeutas, até o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) passou a ser uma opção concreta para comandar o Ministério das Relações Exteriores –embora haja uma forte oposição dos filhos do presidente, principalmente do “Zero Três”, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).