Greve dos caminhoneiros: azedou o leite condensado do Bolsonaro

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Azedou o leite condensado do presidente Jair Bolsonaro, pois os caminhoneiros estão a algumas horas de deflagrar mais uma épica greve geral e por tempo indeterminado.

Magoados e se sentido traídos pelo mandatário, os motoristas de caminhão definiram a paralisação para esta segunda-feira, dia 1º de fevereiro.

A temperatura ainda se elevou mais nesta véspera do movimento com um áudio do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no qual o preposto de Bolsonaro afirma que os caminhoneiros gostam de mamar deitados. Na mensagem que circula no WhatsApp, o auxiliar do presidente da República disse que os profissionais das estradas precisam “desmamar” do governo.

A Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil (ANTB) jura que 70% da categoria irá parar nesta segunda-feira.

Dentre as reivindicações dos caminheiros estão:

  • fim do reajuste nos combustíveis de acordo com a variação do dólar e cotação internacional do petróleo
  • isenção de impostos nos derivados de petróleo
  • cumprimento da lei do piso mínimo do frete
  • redução nos pedágios

Bolsonaro, que antes fazia demagogia com os motoristas de caminhão, ligando no celular de algumas lideranças, indo almoçar em churrascarias de beira de estrada, agora abandonou os caminhoneiros.

Alguns profissionais afirmam que sua situação piorou depois da greve de 2018 e das promessas não cumpridas por Bolsonaro. Além dos aumentos dos combustíveis, pedágios, peças e insumos, houve motoristas que até perderam seus caminhões por conta da depressão econômica do País –agravada pelo presidente e o ministro Paulo Guedes (Economia).

Definitivamente, azedou o leite condensado do Bolsonaro.