Ford é chamada de “comunista” por bolsonaristas após escolher Argentina

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Ícone do capitalismo americano, a Ford Motor Company, ou simplesmente Ford, está sendo injustamente acusada por bolsonaristas de ser uma empresa “comunista” –após a montadora anunciar o fechamento no Brasil e a ampliação da planta na Argentina.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro apanha pela fuga da Ford, o presidente argentino Alberto Fernández comemora a aposta da companhia americana.

“Recebi o presidente da Ford Argentina, Martín Galdeano, que anunciou que a montadora investirá 580 milhões de dólares na fabricação local da nova Ranger”, publicou o presidente da Argentina no Twitter.

Recentemente, a Argentina resolveu taxar as grandes fortunas e aumentar impostos dos mais ricos, reajustar salários dos trabalhadores e aposentadorias, ao passo que o Brasil fez o caminho contrário: confiscou renda do andar de baixo com as reformas trabalhista e previdenciária.

Bolsonaro minimizou dizendo que a Ford foi embora por causa de incentivos fiscais –que ela já tinha–, porém, o presidente brasileiro omite que a depressão econômica que assola a pátria verde-amarela antes mesmo da pandemia.

Após o golpe de 2016, o Brasil optou por reduzir salários, limitar acesso às aposentadorias, e concentrar a renda nas mãos dos mais ricos –principalmente nos bancos.

O primeiro impacto dessa depressão pôde ser sentido com a redução de 26% na venda dos veículos em 2020, mas tende a se alastrar sobre outros segmentos da economia.

A fuga da Ford revela a desconfiança do empresariado com o neoliberalismo de Bolsonaro –ampla e criminosamente apoiado pela velha mídia golpista.

A economia brasileira está no chão, o desemprego nos céus, porém os veículos de comunicação da mídia corporativa não fazem uma única crítica ao ministro da Economia, Paulo Guedes, representante da ‘República dos Bancos’ dentro do governo.

A censura deliberada da mídia corporativa aos assuntos econômicos é sempre mais um motivo para você ficar sintonizado aqui ao Blog do Esmael, em tempo real, fazendo o contraponto necessário.