Eduardo Bolsonaro será expurgado pelo PSL da Comissão de Relações Exteriores

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) será expurgado do comando da Comissão de Relações Exteriores, na Câmara, devido ao racha no PSL na disputa pela Presidência da Câmara.

O “brinquedinho” –a comissão– foi dado para o filho do presidente Jair Bolsonaro “brincar” de chanceler, pois, no início do mandato presidencial, Eduardo não conseguiu nomeação como embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

É a partir da Comissão de Relações Exteriores que “Zero Três” provoca saias-justas no Itamaraty e isola o Brasil no plano internacional, com agressões a países soberanos, a exemplo da Venezuela, China e do Irã.

Eduardo Bolsonaro tem atropelado a diplomacia brasileira ao sugerir que o Estado está automaticamente alinhado aos interesses dos Estados Unidos e à política conservadora de Donald Trump, derrotado em novembro.

No entanto, o expurgo tem menos a ver com a política externa e mais com a disputa umbilical na Câmara, ou seja, o PSL é controlado na Câmara pela ala anti-bolsonarista –embora ainda haja alguns bolsonaristas no partido, em virtude do milionário fundo partidário.

Na disputa pela Câmara, o PSL ingressou na ‘frente ampla’ de Rodrigo Maia (DEM-RJ), com a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), que tende a receber o apoio dos partidos de oposição, dentre os quais o PT, enquanto Bolsonaro apoia a candidatura de Arthur Lira (PP-AL), do Centrão, na eleição de 1º de fevereiro.

O PT pode assumir o comando da Comissão de Relações Exteriores em 2021 no lugar de Eduardo Bolsonaro, segundo acordo tabulado por Maia.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o partido ficará com a presidência da Comissão de Relações Exteriores por meio de uma articulação no bloco, que é majoritário na Câmara. Os espaços são negociados através da “proporcionalidade qualificada” entre as agremiações partidárias.