Deu ruim para Doria. Justiça suspende volta às aulas presenciais em São Paulo

  • Liminar suspendeu aulas e demais atividades presenciais nas redes públicas – municipal e estadual – e particular

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sofreu um revés na Justiça em sua política educacional e sanitária.

A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar em Ação Civil Pública da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) contra a retomada das aulas presenciais nesse momento de agravamento da pandemia.

Doria tem tido posição contraditória. Enquanto o tucano vende a imagem de defensor da vacina, contra a covid, o governador tenta obrigar os educadores a retornar às aulas presenciais sem a imunização.

Para derrotar João Doria, a APEOESP juntou nos autos parecer do médico Paulo Hilário Nascimento Saldiva, que não foi questionado pela Fazenda Pública.

Isso contribuiu decisivamente para corroborar a tese do magistério paulista, segundo a entidade.

Acatando os argumentos do Sindicato, a juíza determinou que não sejam aulas presenciais nas redes públicas – municipal e estadual – e particular de ensino, enquanto perdurarem as fases vermelha e laranja que identificam no Plano São Paulo da pandemia as fases mais graves de contágios, números de casos, mortes e saturação do sistema de saúde.

“Uma grande vitória da luta da APEOESP, dos professores, dos funcionários, dos integrantes do suporte pedagógico, estudantes, pais, mães e segmentos sociais que lutam em defesa da vida, contra a atitude irresponsável do secretário da Educação e do governador do Estado em relação à retomadas das aulas presenciais”, comemorou a APEOESP.

Greve no Paraná contra aulas presenciais

O retorno das aulas na rede pública do Paraná, no dia 18, será marcado com uma greve geral dos educadores. A APP-Sindicato aprovou em assembleia geral a paralisação contra as aulas presenciais.

Os profissionais do magistério paranaense alegam que as aulas presenciais, sem a vacinação, os deixariam expostos à contaminação pelo vírus.

O Sindicato disse que a greve nas 2,1 mil escolas do Paraná será em defesa da vida.

Os educadores destacam que querem trabalhar com segurança, por isso eles defendem as aulas online –até a imunização.

A APP-Sindicato pede para que o governo coloque professores e funcionários de escola entre os prioritários na fila da vacinação.