Dallagnol teme mensagens da Lava Jato nas mãos de Lula

O procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador Lava Jato, e procuradores da finada força-tarefa pedem ao Supremo Tribunal Federal que impeça Lula de acessar as conversas da operação Spoofing.

Na semana passada, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou à Polícia Federal que entregasse imediatamente o material para o ex-presidente Lula.

A Operação Spoofing foi uma operação deflagrada pela Polícia Federal em 23 de julho de 2019, com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato.

Hackers acessaram mensagens de procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro, que combinavam como agravar a situação dos acusados –a exemplo da do petista.

Dallagnol e procuradores pediram ao STF que anule a autorização do acesso às mensagens para Lula e, caso negue a solicitação, que remeta a questão para o plenário da corte.

O processo corre na 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, onde Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Laura Gonçalves Tessler, Orlando Martello Júnior, Júlio Carlos Motta, Paulo Roberto Galvão e Athayde Ribeiro Costa entraram com pedido para ingressar como assistentes de acusação na ação movida contra o grupo de hackers que invadiu celulares de diversas autoridades.

A defesa de Lula pretende usar as mensagens no habeas corpus que pede a suspeição de Moro e Dallagnol, bem como a anulação da condenação no caso do tríplex do Guarujá.

Pela troca de mensagens entre Moro e Dallagnol, divulgadas em 2019 pelo Intercept, o ex-presidente Lula é inocente e os integrantes da Lava Jato cometeram crimes.

Na semana passada, os advogados do ex-presidente Lula reclamaram ao Supremo que a decisão de Lewandowski não tinha sido cumprida pela Polícia Federal.