Cuba testa vacina ‘Soberana’ contra Covid-19 enquanto Bolsonaro…

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, visitou nas vésperas do Ano Novo o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), em Havana, onde ele obteve informações dos avanços que foram obtidos nos experimentos de duas vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento ali.

Chamada de ‘Vacina Soberana’ esses dois imunizantes exploram duas vias de administração diferentes (intramuscular e intranasal) e estão em fase de desenvolvimento clínico, completaram sua primeira imunização em 7 de dezembro passado.

Segundo Eulogio Pimentel Vázquez, diretor-geraldo CIGB, foram imunizados 132 voluntários saudáveis ​​no caso de Abdala e 88 no de Mambisa, sendo que em todos os eventos adversos ocorridos são muito leves. “Os resultados obtidos até agora com Mambisa e Abdala refletem a segurança e a inocuidade de ambos”, disse.

Os locais selecionados para realizar essas ações: o hospital Saturnino Lora, em Santiago de Cuba, e o Centro Nacional de Toxicologia, em Havana, obtiveram resultados satisfatórios, após uma fiscalização realizada pelo Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed), autoridade reguladora de medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos em Cuba.

O presidente cubano Díaz-Canel elogiou os cientistas, basicamente jovens, que se esforçam para produzir as vacinas contra a Covid-19. “Para vocês a sincera gratidão pelo que têm feito”, disse, ao referir-se aos trabalhadores do CIGB. “Uma parte importante dessa salvação hoje é que existem vacinas e que depois possam ser distribuídas da forma mais equitativa possível no mundo, sem o egoísmo que começa a surgir por parte de algumas transnacionais”, completou.

“Deste importante centro não só nasceram essas duas vacinas candidatas, mas também estiveram presentes em muitos dos projetos que vêm fortalecendo os protocolos de atendimento à epidemia”, afirmou o mandatário.

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro segue sabotando o plano nacional de vacinação, aglomerando, negando os efeitos devastadores da doença que matou quase 200 mil, e procrastinando a aquisição do imunizante. Em síntese, os brasileiros iniciam 2021 do mesmo jeito que iniciaram o ano passado: sem governo e sem esperança.

Com informações do jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba.