Candidato de Maia, Baleia, só venceria na Câmara se houvesse abertura de impeachment

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só conseguirá eleger o sucessor caso ele dê um “cavalo de pau” e aceite um dos 62 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro protocolados na Casa.

Maia ficou para trás depois que ele aderiu à política do “deixa-disso”, qual seja, ao não admitir o processo de afastamento de Bolsonaro.

Segundo placar do Estadão, o candidato de Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL), do Centrão, lidera a corrida pela presidência da Câmara com 197 votos. Em seguida, com 123 votos, está o nome de Maia, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que também tem apoio da esquerda.

Vence o candidato que reunir 257 votos, no entanto, a persistir essa tendência, haverá segundo turno na eleição do próximo dia 1º de fevereiro.

Sem o fato do impeachment, dificilmente Maia irá emplacar Baleia. A política da retranca, sem novidades, vai consolidando a vitória de Bolsonaro, isto é, de Lira.

O dilema de Rodrigo Maia, portanto, é ou impeachment ou a derrota de Baleia Rossi.

O problema é que Maia tem dois donos: o sistema financeiro e a velha mídia golpista –leia-se Globo.

Ao sentar-se em cima de 62 pedidos de impeachment, o presidente da Câmara sabota a eleição do aliado Baleia e favorece o candidato de Bolsonaro –Arthur Lira.