Bolsonaro vai para o Telegram na esperança de continuar competindo com as fake news de jornais

O presidente Jair Bolsonaro e a extrema direita que o segue estão migrando para o aplicativo de mensagens instantâneas russo Telegram. Não é porque o mandatário brasileiro e os fundamentalistas, negacionistas, amem o czar Vladimir Putin. Pelo contrário. É porque Bolsonaro e sua trupe têm esperança de continuar competindo com as fake news dos jornais.

A mídia corporativa brasileira e o presidente Bolsonaro competem entre si para ver quem dissemina mais desinformações, notícias falsas, as diabólicas fake news. Eles travam diariamente uma guerra de versões cuja vítima principal desse fogo cruzado sempre é a verdade.

A fuga do WhatsApp

No início do ano, o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp anunciou novos termos e condições de uso, incluindo o compartilhamento de dados pessoais dos usuários com a rede Facebook.

Se os usuários não aceitarem as novas regras, perderão acesso à conta, e qualquer uso do aplicativo a partir de 8 de fevereiro implica a sua aceitação.

Migração para o Telegram

Para consumo externo, os bolsonaristas –e o próprio presidente Jair Bolsonaro– dizem que apenas estão diversificando os canais de informações. No entanto, a extrema direita teme ser banida das redes sociais, nas vésperas de 2022, a exemplo do que ocorreu com o republicano Donald Trump.

Bolsonaro e seu séquito estão orientando o “gado” para apostar no aplicativo russo Telegram ao tempo que aumenta a desconfiança dos americanos Twitter, Facebook, Instagram, Google, etc.

A partir de 20 de janeiro, Joe Biden, desafeto de Bolsonaro, irá assumir a presidência dos EUA e ele pode pressionar as plataformas de aplicação para excluir contas de fundamentalistas e golpistas em potencial –como Jair Bolsonaro.