Bolsonaro não dá folga para as fake news nem aos sábados

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Deveria existir uma lei que proibisse o presidente da República de disseminar notícias falsas ao menos nos sábados, no sétimo dia da semana, data que Deus escolheu para descansar –segundo a Bíblia Sagrada.

O presidente Jair Bolsonaro espalhou neste sábado (30) mais uma notícia falsa, embora pareça pleonasmo, mas agora ele mente sobre a questão de empregos.

O mandatário mentiu hoje dizendo que o Brasil registrou saldo positivo de 142.690 empregos em 2020.

Por meio da SECOM (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Bolsonaro disse que o mês de dezembro passado foi o melhor desde 1995; recordes seguidos de geração de emprego; e retomada acentuada a partir de julho passado.

O problema é que todos veem outra coisa. Nunca na história deste País houve tantos desempregados, desalentados, informalizados, semiescravizados. Vivemos uma depressão econômica.

Segundo o IBGE, em um ano, 11,5 milhões de novos desempregados produzidos por Bolsonaro e seu ministro da Economia (Paulo Guedes).

No total, o Brasil tinha 70,6 milhões de trabalhadores que atuavam no setor privado em setembro do ano passado – número que inclui formais, informais, empregadores, conta própria, entre outros. Já no setor público, eram 11,8 milhões.

A População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil é estimada em 160 milhões de pessoas, logo 89,4 milhões de brasileiros são considerados desocupados.

Se fake news e mentiras dessem impeachment, coitado, Bolsonaro já estaria fora há muito tempo. Aliás, nem teria entrado na Presidência da República.