Presidente Bolsonaro incentivou aglomeração nas festas de fim de ano, causa do aumento de mortes e internações por Covid

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Era um sábado, dia 19 de dezembro, quando o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou uma entrevista com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro.

O “Zero Três” então perguntou ao pai se podia se reunir no Natal.

“Mas pode se reunir no Natal com a família?”, questionou Eduardo.

“Pode, qual o problema?”, indagou o presidente da República, incentivando aglomeração no Natal.

“Tem gente dizendo que vai mandar a polícia… Olha, como militar e como policial pensa da mesma maneira, ordem absurda não se cumpre. Eu duvido que o policial militar em São Paulo vai meter o pé na porta do apartamento, que tem lá o o pai alguns filhos reunidos comemorando a Ceia de Natal”, disse Jair Bolsonaro, comportando-se como um “Anjo da Morte”.

Passado o período das festas de fim de ano, as autoridades sanitárias afirmam que o número de mortes e internações por Covid-19 em todo o País tem relação com as aglomerações no Natal e Ano Novo.

No estado de São Paulo, por exemplo, as internações subiram 19% nas últimas duas semanas (entre 29 de dezembro a 12 de janeiro): de 11.070 para 13.175. A taxa de ocupação de leitos está em 66,3%.

Além da alta de hospitalizações, o estado registrou 2.467 novos óbitos: de 46.195 para 48.662.

As internações em hospitais públicos municipais, em enfermarias e UTIs, cresceram cerca de 13% em duas semanas, de 1.868 para 2.103.

Dos 43 distritos da capital paulista que têm hospitais com leitos para tratamento da Covid-19, houve aumento de hospitalizações em 32.

Nesta quarta-feira (13), o Human Rights Watch classificou Bolsonaro como “sabotador” do combate à Covid-19.

Para a ONG internacional de direitos humanos, o presidente Bolsonaro, desde o começo, minimizou a gravidade da doença, publicou informação equivocada, tentou sabotar os esforços dos estados para tomar medidas contra a Covid-19 e, nesse momento, está fazendo campanha contra a vacina.