Baleia Rossi, na presidência da Câmara, teria o desafio de abrir impeachment e instalar CPI da Lava Jato

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O bloco formado com cerca de 280 votos poderá eleger o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) como novo presidente da Câmara no próximo dia 1º de fevereiro. Para cimentar essa composição, o parlamentar emedebista assumiu compromissos com a esquerda, dentre os quais a abertura do processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro e a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a força-tarefa Lava Jato (Sergio Moro).

Nesta segunda-feira (4), a maior bancada da Câmara, o PT, anunciou apoio a Baleia Rossi dentro da premissa segunda qual o futuro presidente deve “enfrentar a agenda de retrocessos pautada pelo governo de extrema-direita no campo dos direitos humanos e dos direitos constitucionais”, e “em defesa do estado democrático de direito e da soberania nacional.”

Com esse coorte, tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ex-juiz Sergio Moro entram na linha de tiro da Câmara –se vencer a chapa articulada pelo atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na Câmara existem 51 pedidos protocolados de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, um recorde absoluto na história do legislativo, e ao menos uma dúzia de pedidos de CPI para investigar Moro e procuradores da força-tarefa Lava Jato.

Por outro lado, Bolsonaro luta para eleger um presidente da Câmara submisso à agenda do Palácio do Planalto. O presidente da República foi buscar no Centrão o nome do deputado Arthur Lira (PP-AL), que, inclusive, anunciou roteiro de viagens este mês pelo País.