Apoiador de Trump é preso nos EUA nas vésperas de manifestação contra Biden

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Nas vésperas de deixar o cargo, o presidente americano Donald Trump viu nesta segunda-feira (4) um apoiador dele ser preso em Washington. Enrique Tarrio, presidente dos Proud Boys, é um dos líderes das manifestações a favor do golpe contra o presidente eleito Joe Biden.

Embora a Polícia Metropolitana tenha prendido hoje o extremista sob suspeita de queimar uma bandeira Black Lives Matter, até o Capitólio do Congresso Nacional dos EUA sabe que essa detenção tem mais caráter preventivo. Na quarta-feira (6) haverá mais um protesto contra o reconhecimento da vitória de Biden.

A polícia sustenta a prisão do apoiador de Donald Trump por vandalismo, por Tarrio arrancar a bandeira de uma igreja black histórica, em Washington, durante protestos no mês passado que levaram a vários confrontos violentos, incluindo esfaqueamentos, em torno da cidade.

Nos últimos dias, o próprio Trump tem incentivado marchas em Washington contra a posse de Biden, prevista para o próximo dia 20, quando o republicano terá de deixar o cargo.

Um porta-voz do Departamento de Polícia Metropolitana confirmou que Tarrio, 36 anos, foi preso sob a acusação de destruição de propriedade, decorrente de um incidente em meados de dezembro no centro de Washington. Após sua prisão, ele foi encontrado em posse de dois pentes de armas de fogo de alta capacidade e acusado de porte.

A prisão também coloca o Departamento de Justiça contra alguns dos partidários mais fervorosos de Trump; o escritório do procurador dos Estados Unidos em Washington atua como o principal promotor do Distrito de Columbia.

Grosso modo a prisão do líder do Proud Boys [Meninos Orgulhosos, em português] é parecida com as prisões determinadas pelo STF no Brasil contra líderes de extrema direita, que apoiam o presidente Jair Bolsonaro. Lá como cá, esses movimentos se inspiram na violência física para eliminar o oponente político.