A Ford fechou por causa da depressão econômica no Brasil

Vejo manifestações de políticos condenando o governo Jair Bolsonaro pelo fechamento da Ford e, consequentemente, a perda de mais de 6 mil empregos diretos nas plantas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Mas eles nada falam sobre a depressão econômica que afugentou a montadora americana.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar que o Governo e o parlamento possamos avançar na “modernização” do Estado e na garantia da segurança jurídica para o capital privado no Brasil.

“O fechamento da Ford é uma demonstração da falta de credibilidade do governo brasileiro, de regras claras, de segurança jurídica e de um sistema tributário racional. O sistema que temos se tornou um manicômio nos últimos anos, que tem impacto direto na produtividade das empresas”, disse Maia.

Está errado o presidente da Câmara. Muito errado, aliás.

A Ford está fechando porque não há massa salarial no País. Com o desemprego nos céus, não tem quem compre os veículos. O quadro é de depressão econômica, sem chance de recuperação nos marcos do bolsonarismo.

Além de Maia, as redes sociais brincam que o Jornal Nacional, da Globo, também vai tentar convencer hoje à noite que o fechamento da Ford nada tem a ver com o ministro Paulo Guedes (Economia).

A fábrica da Argentina vai abastecer o mercado brasileiro com veículos da Ford.

Bolsonaro e Guedes podem virar nomes de praça pública em Buenos Aires, depois de ajudar manter os empregos dos argentinos em detrimento do desemprego de mais de seis mil pais de famílias brasileiros.