A ditadura militar vai começar pelas escolas do Paraná

Educadores da rede pública denunciaram ao Blog do Esmael que a ditadura militar irá começar pelo Paraná. Eles citam a intervenção nos estabelecimentos de ensino para a instituição de “Diretor Cívico-Militar” e “Monitor Cívico-Militar” no ano letivo de 2021.

No último dia 11 de janeiro, em sessão extraordinária, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou mensagem do governador Ratinho Junior (PSD) instituindo 200 escolas cívico-militar, de todas as regiões do estado, em contraponto ao ensino democrático.

A militarização das escolas foi considerada inconstitucional pela Comissão da Criança e do Adolescente e o Grupo de Trabalho sobre Direito Educacional da OAB Paraná.

Dito isso, o governador Ratinho Junior prorrogou o período de credenciamento para Diretor Cívico-Militar e Monitor Cívico-Militar dos Colégios Cívico-Militares do Paraná.

Podem concorrer à vaga de Diretor Cívico-Militar os militares da reserva com posto entre 3° sargento e Coronel, e entre soldado de 1° classe e subtenente para os interessados na função de Monitor Cívico-Militar. O processo seletivo ainda inclui exames de aptidão e capacidade física, investigação da vida funcional e social, entre outros.

O modelo “ditadura militar” vai instituir nas escolas as disciplinas de “Civismo” e “Educação Financeira” enquanto foram extintas as de filosofia, sociologia e artes.

Ratinho jura que a gestão dos colégios será compartilhada entre o diretor civil e o militar. O primeiro seria encarregado das questões pedagógicas e o militar seria responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança e atividades cívico-militares.

Diz o ditado popular que cachorro com dois donos acaba morrendo de fome.

O programa de militarização das escolas agrada o presidente Jair Bolsonaro com vistas às eleições de 2022. Ratinho Junior quer ficar bem na foto ao lado do inquilino do Palácio do Planalto.