URGENTE: Irã denuncia plano de guerra dos EUA na virada de 2021

Não se trata de notícia repetida, caro leitor. Os Estados Unidos movimentam suas frotas naval e aérea para o Oriente Médio e ameaça atacar o Irã nas próximas horas ou dias. Tal manobra militar ocorre a poucos dias de completar um ano o assassinato do general Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Yavad Zarif, denunciou na quinta-feira (31/12) o que descreveu como uma manobra dos EUA para fornecer um pretexto para uma guerra contra seu país.

O chanceler persa comentou a fuga de dois bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos para o Oriente Médio e afirmou que a inteligência do vizinho Iraque alertou sobre um complô dos Estados Unidos, a fim de “fabricar um pretexto para a guerra”.

Yavad Zarif disse em um post no Twitter que os Estados Unidos, “em vez de lutar contra a Covid-19”, sob Donald Trump, “gastam bilhões (de dólares) para voar B52s e enviar marinhas” para a região de Oriente Médio.

Trump, que deixará o governo no dia 20 de janeiro de 2021, pode deixar uma guerra como legado para o sucessor Joe Biden.

Já o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, poderá renovar sua vontade [insana] de guerrear contra o Irã e ao lado dos Estados Unidos. O mandatário brasileiro pode ainda retomar o recrutamento de soldados pelas redes sociais afim de mandá-los para o front, no país dos aiatolás.

Na própria publicação, sem dar maiores detalhes, o ministro iraniano denunciou que “a inteligência iraquiana indica um complô para fabricar pretexto de guerra” contra Teerã e defendeu que “o Irã não busca a guerra, mas defenderá aberta e diretamente seus pessoas, sua segurança e interesses vitais. ”

As reclamações de Yavad Zarif referem-se ao fato de que os Estados Unidos enviaram dois bombardeiros estratégicos B-52 ao Oriente Médio para “mostrar sua disposição de responder a qualquer agressão de seus adversários”, anunciou na quarta-feira o comandante do Comando Central dos Estados Unidos, general Frank McKenzie.

Os aviões voaram sem escalas da Base da Força Aérea dos Estados Unidos em Minot, Dakota do Norte, para a região do Golfo Pérsico e retornaram aos Estados Unidos logo em seguida.

Quase um ano atrás, o triângulo Estados Unidos-Iraque-Irã levou a uma escalada das tensões na região quando Washington assassinou um alto comando militar iraniano, General Q. Soleimani, que estava em Bagdá (capital iraquiana); que foi respondido por Teerã com um bombardeio de uma base dos EUA, também em território iraquiano.

Com informações da TeleSur