Sob Bolsonaro, o Brasil aprofundou a pobreza e ficou mais distante do mundo

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Enquanto o PIB mundial cresceu 30% o Produto Interno Bruto do Brasil avançou apenas 2,2%, entre 2011 e 2020, com destaque para os últimos dois anos do governo Jair Bolsonaro.

O fenômeno da desindustralização iniciado ainda no início dos anos 80 somado aos desinvestimentos públicos em infraestrutura, a partir dos anos 90, contribuíram muito para o cenário de empobrecimento da nação brasileira.

Só nesse ano de 2020, o PIB pode sofrer uma queda de até 6%, sob Bolsonaro, que teve a depressão econômica aprofundada com a pandemia.

Se o Brasil avançou apenas 2,2% em dez anos enquanto o mundo cresceu 30%, isso significa que o PIB global foi quase 14% que o brasileiro. Sim, nós ficamos mais pobres 14 mais.

Se a economia brasileira cresceu 2,2% em uma década, no mesmo período, a população cresceu 8,7%, segundo o IBGE. Ou seja, a renda média dos trabalhadores encolheu nesta terra de Santa Cruz.

Esses números indicam que os brasileiros perderam qualidade de vida em uma década, com aceleração entre 2019 e 2020, com aumento de desemprego e perda do poder de compra dos salários, bem como com a precarização do mundo do trabalho.

O presidente Jair Bolsonaro simboliza e sintetiza a nova “década perdida” que, anteriormente, era o título dos anos 80. Naquela época, também chamada de “década perdida”, o PIB brasileiro teve expansão de 16,9% enquanto o mundo cresceu 37,9%.

O empobrecimento do povo brasileiro tem a ver com as apostas erradas das elites para o projeto de nação, cujo fetiche ainda é o neoliberalismo –Estado de menos para a sociedade combinado com Estado demais para os banqueiros e rentistas.

Essas constatações acima não são do Partido Comunista ou do Partido dos Trabalhadores. Pelo contrário. Os dados acima são do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão de proteção do capitalismo selvagem em vigência no planeta.

Mais cedo ou mais tarde, pode anotar, o povo vai se insurgir contra esse estado de coisas. Aí pode ser tarde para a burguesia, que perdeu o senso de nacionalidade e brasilidade. A fatura pode ser alta.

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