Rússia é banida da Olimpíada de Tóquio e da Copa de 2022, decide Corte Arbitral do Esporte

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A Corte Arbitral do Esporte (CAS), com sede em Genebra, na Suíça, decidiu nesta quinta-feira (17) que a Rússia está banida das competições esportivas internacionais pelos próximos dois anos.

Com a decisão, a Rússia não poderá usar sua bandeira, seu nome e seu hino nas Olimpíadas de Tóquio no ano que vem, nas Olimpíadas de Inverno em Pequim no ano de 2022, e também na Copa do Mundo de futebol de 2022 no Qatar.

“O painel emitiu uma série de ordens que entram em vigor em 17 de dezembro de 2020 por um período de dois anos, ou seja, até 16 de dezembro de 2022”, decidiu.

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Atletas e times russos, desde que confirmados que não estão envolvidos no suposto esquema de dopagem, vão poder competir nos eventos, mas não poderão usar os seus uniformes e bandeiras.

Os atletas vão disputar as competições com a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), no caso das Olimpíadas.

Segundo a CAS, as autoridades russas adulteraram um banco de dados do laboratório de testes de Moscou antes de entregá-lo aos investigadores da Agência Mundial Antidoping (WADA) em 2019.

As mostras do laboratório teriam evidências da existência de um esquema de doping dos atletas russos.

“O painel do CAS determinou por unanimidade que a RUSADA [Agência Russa Antidoping] não está em conformidade com o Código Anti-Doping Mundial [WADC] em conexão com sua falha em obter a entrega dos dados subjacentes para a WADA”, escreveu o tribunal.

Apesar do banimento, a Rússia conseguiu com que a punição de quatro anos sugerida pela WADA fosse reduzida para dois anos.

Outro ponto que consta na decisão da Corte Arbitral do Esporte é que o nome “Rússia” até pode ser mantido nos uniformes se as palavras “Atleta Neutro” ou “Equipe Neutra” tiverem igual destaque.

A decisão da CAS não abarca o Campeonato Europeu de Futebol (EURO 2020) e a final da Liga dos Campeões, que será realizada em São Petersburgo, além da final Supercopa da UEFA, marcada para Kazan em 2023.

Da Agência Sputnik Brasil