Rodrigo Maia “adere” à esquerda na votação do Fundeb na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “aderiu” à esquerda para votar a regulamentação do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) sem a destinação de recursos para entidades filantrópicas.

“Estamos reunidos, neste momento, com líderes da esquerda, do centro democrático fechando o acordo para votarmos juntos o texto do Fundeb que veio do Senado”, disse Maia.

O que o presidente da Câmara não disse –e nós vamos revelar aqui– é que a votação do Fundeb servirá para testar os votos do grupo de Maia, somado à esquerda, e do Centrão, otimizado pelo governo Jair Bolsonaro.

A votação de hoje pode dizer respeito além dos próximo anos da educação pública, mas também indicar quem será o próximo presidente da Câmara.

A eleição para a mesa da Casa ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2021, mas já mexe com os nervos de parlamentares e governo.

Governo teme derrota na Câmara

O Palácio do Planalto e o Centrão, inseguros, lideram uma obstrução para impedir que a regulamentação do Fundeb seja votada nesta quinta-feira (17), no Plenário da Câmara dos Deputados.

“Eu vi o kit obstrução da base do governo. Daria de 10 a 12 horas de sessão, se for cumprido o que eles planejaram. E eu pergunto: fizeram isso para quê? Para não votar o Fundeb?”, declarou a líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

Na sessão, os deputados devem decidir se aprovam ou rejeitam as mudanças feitas pelo Senado no texto, que vetou o repasse de até 10% dos recursos (R$ 16 bilhões) para escolas privada ligadas ao Sistema S e às confessionais, comunitárias e filantrópicas. Esse ponto foi incluído na proposta após aprovação de uma emenda pela Câmara.

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