[Retrospectiva 2020] Há 1 ano, Bolsonaro passou vergonha ao recrutar soldados nas redes sociais para guerra contra o Irã

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Há um ano, o presidente Jair Bolsonaro já fazia o Brasil passar vergonha em todo mundo. No começo deste ano, o mandatário queria se meter numa guerra para demonstrar sua sabujice ao colega americano Donald Trump –que Deus o tenha!

Bolsonaro propunha alistar soldados pelas redes sociais para combater no front a preparadíssima Guarda Revolucionária Iraniana.

A pergunta era: ‘quem vai se alistar online no serviço militar em tempo de ameaça de de 3ª guerra mundial deflagra a partir do conflito Estados Unidos versus Irã?’

A possibilidade de um conflito armado mundial estava sendo bastante discutida naquele 3 de janeiro de 2020, nas redes sociais, após o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, líder da Guarda Revolucionária do Irã, que foi morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos, em Bagdá.

O artigo 142 da Constituição Federal estabelece que ‘as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República.’ É aí que mora o perigo na atual conjuntura, diziam as redes sociais…

Era nesse contexto que o presidente Jair Bolsonaro estava recrutando soldados até pela internet.

O prazo para o alistamento militar online iria se estender até 30 de junho último.

Sobre o serviço militar obrigatório

As inscrições podiam ser feitas no site do Exército com o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e preenchimento do formulário para validação dos dados pessoais.

O alistamento é obrigatório e deve ser feito no ano em que o jovem (sexo masculino) completa 18 anos.

O jovem que não tiver acesso à internet ou não tiver CPF deve ir à Junta de Serviço Militar com a certidão de nascimento ou carteira de identidade ou de motorista e o comprovante de residência.

Segundo o coordenador da Seção de Serviço Militar do Ministério da Defesa, coronel Fernando Penasso, quem não regularizar sua situação não poderá tirar passaporte, prestar exame para estabelecimento de ensino, tirar carteira de trabalho, ingressar no serviço público ou mesmo na iniciativa privada.

Quem perder o prazo para fazer o procedimento no último ano, poderá regularizar a situação no próprio site do alistamento ou comparecer à Junta de Serviço Militar. O atraso implicará no pagamento de multa.

Em 2020, a expectativa do Ministério da Defesa é que quase 2 milhões de jovens realizem o alistamento e que 100 mil sejam incorporados para trabalhar na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica.

O Serviço Militar Obrigatório tem a duração de um ano.

Retrospectiva 2020 – Texto originalmente publicado em: 3 de jan de 2020 às 14:21

Com informações da Agência Brasil