Por que 530 corpos congelados ficam há meses em um armazém de Nova York

Em Nova York, em novembro, a média diária de mortos era 10; na segunda onda de Covid, esse número saltou para 35. Essa explosão obrigou a cidade a aprender lidar com o armazenamento de seus mortos, antes de um enterro.

No início deste ano, no começo da pandemia, o sistema funerário nova-iorquino colapsou. Os corpos eram enterrados em valas comuns e armazenados em caminhões frigoríficos. Mas agora a cidade afirma que está preparada para a segunda onda.

Nova York abriu uma instalação de armazenamento de congelador de longo prazo em um píer do Brooklyn no final de abril. Esse local pode guardar pelo menos 1.500 corpos. Hoje, são 530 corpos congelados nesse ambiente há meses.

O escritório do legista –uma espécie de IML– enterrou dezenas de corpos não reclamados no início de abril em Hart Island, porém, atualmente, o local entrou em desuso com a transformação de um enorme armazém à beira-mar no sul do Brooklyn.

Mas, afinal, Por que 530 corpos congelados continuam há meses em um armazém de Nova York?

O congelamento permite que famílias sobrecarregadas com os casos de Covid-19 adiem a recuperação de corpos por meses antes que um enterro em Hart Island seja considerado.

Normalmente cerca de 150 pessoas morrem por dia por dia na cidade de Nova York, então adicionar até 100 mortes extras por dia como resultado da Covid-19 provavelmente iria estressar o sistema, avaliam os serviços funerários.

Nova York ficou chocada, no início da pandemia, com o enterro de corpos em valas comuns na ilha (Hart Island) cuja foto acima ilustra este post.

Com informações do jornal New York Times.