Paes é Doria. Como a guerra da vacina pode deixar Bolsonaro isolado em 2022

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), faz da vacina CoronaVac um ativo político para 2022 enquanto o presidente Jair Bolsonaro, ao contrário, faz da campanha antivacina sua bandeira política.

Na noite de sábado (19), o governador paulista e o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM), assinaram um termo de cooperação para a aquisição da vacina CoronaVac.

O Instituto Butantan é o responsável pela produção nacional da vacina CoronaVac, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Na semana passada, Doria também firmou um termo de cooperação parecido com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), que promete vacinar todos os profissionais da saúde no início de 2021.

Na vida real, as pessoas querem ser vacinadas para superar o isolamento e voltar à rotina de antes da pandemia. A quase totalidade dos brasileiros já está de saco cheio com a quarentena. A vacina seria o retorno à normalidade, portanto.

Doria coloca-se nessa guerra da vacina como a “voz do bom senso”, o bom moço, e Bolsonaro se comporta como o “Anjo da Morte”, a encarnação do mau, cuja necropolítica (política da morte) fica cada vez mais patente.

Bolsonaro corre risco de ficar falando sozinho em 2022 porque PSDB e DEM, nesses gestos, sinalizam uma frente de centro-direita com João Doria à frente.

Podemos afirmar que haverá ao menos três candidaturas fortíssimas à Presidência da República: a centro-direita (Doria), a esquerda e Bolsonaro.

Nessa configuração, se a esquerda se unir, e a centro-direita lançar candidato, o presidente corre risco de não ir para o segundo turno.

Caso passe para o segundo turno, há o consenso entre os analistas políticos de que Bolsonaro ou perde da esquerda ou perde da centro-direita.

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