O vírus está devastando os EUA, diz o New York Times

O jornal americano The New York Times afirma na edição deste sábado (5) que o vírus está devastando os Estados Unidos e deixando um preço muito alto para a população.

Os EUA registraram o maior número de novos casos de coronavírus da pandemia nesta sexta-feira (4), com mortes e hospitalizações também aumentando. As condições subjacentes determinam em grande parte quem sobrevive, diz a publicação.

Os americanos tiveram uma das piores semanas desde o início da pandemia do coronavírus, em março passado.

O Times disse que foi estabelecido um recorde nacional em um único dia, com mais de 226 mil novos casos.

Desde o início da pandemia, há 9 meses, a propagação do vírus matou mais de 278 mil pessoas nos Estados Unidos.

“É um número surpreendente”, disse ao New York Times Caitlin Rivers, pesquisadora sênior do Centro Johns Hopkins para Segurança Sanitária. “Estamos no meio de uma onda realmente severa e acho que à medida que avançamos no dia a dia dessa pandemia, pode ser fácil perder de vista o quão grande e profunda é a tragédia.”

Na Califórnia, onde os relatos diários de casos triplicaram no mês passado.

As mortes em lares de idosos representaram consistentemente cerca de 40 por cento das mortes de Covid-19 dos EUA desde o meio do verão (por volta do mês de agosto).

As condições subjacentes desempenharam um papel fundamental na determinação de quem sobrevive ao vírus. Os americanos que sofrem de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade – cerca de 45% da população – são mais vulneráveis.

O vírus no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, são 6.533.968 casos e 175.964 mortes causadas pelo vírus desde o início da pandemia.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 569. A variação foi de +19% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença após uma semana na faixa de estabilidade.

A média móvel nos últimos 7 dias foi de 42.411 novos diagnósticos por dia, a maior desde 18 de agosto –quando chegou a 42.783. Isso representa uma variação de +45% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos.

Dezoito estados apresentaram alta na média móvel de mortes: PR, RS, SC, ES, MG, SP, MS, MT, AC, AP, RO, RR, TO, CE, MA, PB, RN e SE.

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