‘O que é de Maia está guardado’, diz líder do governo na Câmara

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O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), tem repetido a interlocutores que ‘o é de Maia está guardado’, ao se referir à disputa pela presidência da Casa em fevereiro de 2021.

Segundo Barros, um dos artífices do Centrão, independente da posição do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo para o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), haverá bate-chapa na Câmara.

No STF, o placar é de 4 votos a 3 para admitir reeleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP), no Senado, e Maia, na Câmara.

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski votaram a favor da reeleição. Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Rosa Weber votaram contra a violação da Constituição, enquanto Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, votou contra segunda reeleição, o que só prejudicaria Maia. Faltam ainda os votos de Edson Fachin, Luís Roberto Barros e Luiz Fux.

Plano B contra Maia

O Centrão apresentará o nome do deputado Arthur Lira (MDB-AL), mas, com a anuência do presidente Jair Bolsonaro, os deputados Fábio Faria (PSD-RN) e Tereza Cristina (DEM-MS), ministro das Comunicações e Agricultura, respectivamente, são apresentados como “Plano B” para o embate que se avizinha.

Bolsonaro não esconde de ninguém que quer impedir a reeleição de Maia e, para isso, o Palácio do Planalto começou mover mundos e fundos.

Acuado e disposto a permanecer no cargo, Maia começa flertar com a esquerda.

Se os partidos de centro-esquerda o apertarem, o presidente da Câmara pode assumir compromisso de barrar privatizações e outros desmontes anunciados por Bolsonaro, por exemplo.

O problema, entretanto, é que Rodrigo Maia também tem compromissos com a banca financeira e a TV Globo –ambos personagens rejeitados por congressistas progressistas e nacionalistas.

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