O dia seguinte sem auxílio emergencial

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Os brasileiros acordaram nesta quarta-feira (30/12) sem auxílio emergencial, sem emprego, sem renda, sem vacina, sem perspectiva de futuro. Todos nós amanhecemos hoje, mais um dia, sem governo.

O fim do auxílio emergencial para 77 milhões de pessoas é apenas uma das faces da tragédia que se constituiu o governo Jair Bolsonaro.

Os brasileiros irão adentrar 2021 com a sensação de que retroagiram 50 anos, isto é, perderam qualidade de vida, cujos índices sociais negativos remetem para os anos 70 –época da ditadura militar.

Além da ajuda de R$ 300, que se findou nesta terça-feira (29/12), o governo também liquidou o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, pago para supostamente evitar demissões na pandemia de covid-19.

Sem o patrocínio do Estado, os capitalistas de araque irão desempregar outros milhões de trabalhadores, que se somarão aos 93 milhões de desocupados no País.

Bolsonaro é caso de imbecilidade única no mundo, pois seu desgoverno financiou para que os patrões precarizassem a mão de obra e reduzissem os salários dos trabalhadores.

A desgraça percebida neste dia seguinte, sem auxílio emergencial, sem emprego, sem renda, pode desembocar numa convulsão social jamais vista no Brasil. Os saques famélicos no fim dos anos 80 e início dos anos 90 vão parecer brincadeira de criança perto do que pode vir por aí.