Maia se distancia da esquerda com pauta fiscalista na Câmara

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem se esforçado para se distanciar dos partidos da esquerda. Só pode. Neste semana, por exemplo, ele disse que o governo não tem demonstrado preocupação com o “equilíbrio fiscal” e o “controle com os gastos públicos”.

O diabo é que PT, PCdoB, PSB, PDT e Rede, só para citar algumas agremiações, são contrários ao teto de gastos tão festejado por Maia, banqueiros e velha mídia. As dissenções também ocorrem nos partidos de centro-direita, cujos deputados também veem importância dos Estado na indução da economia.

Ainda magoado pelo veto na tri-eleição, o presidente da Câmara avalia que o governo está deixando de ser um governo popular para se tornar um governo populista. Segundo Maia, isso se deve à desorganização do Planalto.

“Tudo isso fica mais difícil quando o próprio governo tenta dar sinais trocados para a sociedade. O que é popular é o que cabe no orçamento público, o que é populista é que a gente promete e o estado não tem como pagar”, declarou.

Além dessa pauta econômica, pró-bancos, Maia ainda se afastou ao impor o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) como candidato da “oposição” ao governo na eleição da Câmara. Rossi, conhecido como “Baleia Ensaboada“, participou do golpe que derrubou Dilma, foi líder do governo Temer e seu partido tem parlamentares que são líderes do governo.

Para fechar o repolho, Rodrigo Maia sentou em cinquenta pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Ele protege o inquilino do Palácio do Planalto.

Maia defende a Reformas administrativa, uma “coisa do capeta”

Em relação à reforma administrativa, Maia disse que não acredita que o governo gaste a energia necessária para bancar a proposta no Congresso. Ele também disse esperar que, após a sucessão no comando da Câmara, o governo decida votar a reforma tributária em 2021.

“A reforma tributária está bem avançada, o que tenho medo é se o governo vai continuar numa pauta onde se respeita o gasto publico ou se vai para outro caminho. Hoje eu acho que o governo não vai gastar a energia necessária para colocar de pé a PEC da reforma administrativa. A tributária tem muito consenso, tem muito apoio e espero que o governo possa tirar a emoção que teve comigo em relação a esse tema”, criticou.

Dentre as medidas da reforma administrativa estão a demissão de servidores públicos e ferrar os brasileiros [mais uma vez].

A pauta fiscalista de Rodrigo Maia é mais um salto para trás. Parece que o [ainda] presidente da Câmara tenta se mostrar como homem de confiança do sistema financeiro, mais que o presidente Bolsonaro. Haja sabujice.