Lula virou o voto da ministra Cármen Lúcia no STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, foi um dos votos contra recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela manutenção da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.

A sessão virtual 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal foi encerrada na segunda-feira (14). O colegiado manteve decisão que exclui a delação do ex-ministro Antonio Palocci da ação em que o ex-presidente Lula é acusado de receber R$ 12,5 milhões da Odebrecht, quantia que supostamente seria destinada à compra de um imóvel para abrigar o Instituto Lula.

De acordo com o Estadão, a posição da ministra seria mais um indicativo do que há muito vem sendo comentado nos bastidores do STF e do mundo jurídico: a ministra estaria revendo posição em relação ao ex-presidente petista. Ainda segundo o jornalão paulistano, a posição de Cármen Lúcia alimentou esperanças no PT e na defesa de Lula.

A ministra Cármen Lúcia teria ficado impressionada com o teor da chamada “vaza jato” (as conversas entre Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato).

Segundo interlocutores de Cármen Lúcia, a do STF ministra também se comoveu ao ouvir relatos sobre o impacto e a reação de Marisa Letícia após as divulgações pela Lava Jato de diálogos reservados da família Lula.

Em agosto, ao julgar pedido de Habeas Corpus ajuizado pela defesa do petista, a Segundo Turma já havia determinado o desentranhamento da delação de Palocci.

“Diferentemente do alegado pelo MPF, não há ambiguidade ou dúvida sobre a clareza do decisum, sobremaneira no que concerne à ilicitude na juntada heterodoxa, para dizer o mínimo, do material da referida colaboração após o encerramento da instrução processual, nos exatos termos do pedido formulado na exordial do remédio heroico, incluindo, por corolário lógico, a decisão de homologação e o depoimento pertinente à colaboração premiada”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no colegiado, cuja decisão foi acompanhada por Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Nunes Marques. Somente Edson Fachin votou contra o petista.

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