Doria e Bolsonaro são a expressão máxima da vigarice neoliberal

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (16) que ‘nenhum rato’ vai sucatear a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). Ele se referia ao governador João Doria (PSDB), que, ato contínuo, negou que iria privatizar a empresa.

“Aqui, quando se fala de privatização, quero deixar bem claro. Enquanto eu for presidente da República, essa é casa de vocês”, discursou o presidente durante uma visita a empresa, na zona oeste da capital paulista, para a reinauguração da Torre do Relógio, um monumento reformado por comerciantes e que foi pintado de verde e amarelo.

A Ceagesp foi criada em 1969 pelo governo do estado de São Paulo, mas passou a ser controlada pelo governo federal a partir de 1997, e atualmente está vinculada ao Ministério da Economia.

Bolsonaro disse que “nenhum rato vai sucatear [o entreposto] pra privatizar pros seus amigos”, disse o presidente.

O governador João Doria, em nota, disse que Bolsonaro estava se referindo a si mesmo.

“Bolsonaro deve estar se referindo a si mesmo e ao seu próprio governo. O presidente assinou no ano passado o decreto 10.045, que inclui a Ceagesp no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, conforme o site da União: https://www.ppi.gov.br/desestatizacao-da-ceagesp. O presidente precisa indicar aos órgãos de controle quem é esse “rato” que está no Governo Federal e se beneficiaria da medida. Se não fizer isso, estará prevaricando”, diz um trecho da nota.

Embora jogue a batata quente da privatização da Ceagesp nas mãos de Bolsonaro, o governador Doria tem a mesma visão do núcleo econômico do Palácio do Planalto, qual seja, eles são a expressão da mesma vigarice neoliberal que assola o País.

Privatizações de Doria

O governador de São Paulo pode até não privatizar a Ceagesp, não pela falta de vontade, mas porque não é de sua jurisdição administrativa. A companhia pertence ao governo federal. No entanto, João Doria tem um diabólico plano de privatizações, concessões e PPPs.

O tucano pretende arrecadar R$ 37,6 bilhões com a venda de ativos paulistas, dentre os quais a “joia da coroa” Sabesp, companhia de saneamento que atende hoje 371 dos 645 municípios do estado.

Na área das concessões, o projeto mais avançado é o do trajeto Piracicaba-Panorama, com 1.273 km de extensão. O edital foi lançado na semana passada. Serão pedagiados trechos de 12 rodovias que passam por 62 municípios.

Os serviços de manutenção das marginais dos rios Pinheiros e Tietê, na capital, também passarão à iniciativa privada. A operação, contudo, permanecerá a cargo da prefeitura de São Paulo.

Também está prevista a concessão do serviço de transporte coletivo intermunicipal na região metropolitana de São Paulo. Serão cinco áreas de concessão, com 38 cidades ao todo. O investimento previsto é de R$ 3,3 bilhões.

Na rede ferroviária, o governo quer conceder as linhas 8-Diamante (São Paulo a Itapevi) e 9-Esmeralda (entre Osasco e Grajaú). As linhas receberiam R$ 2,5 bilhões de investimentos.

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