Congresso dos EUA anuncia ajuda de US$ 900 bi enquanto Bolsonaro acaba com auxílio emergencial

O Congresso dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (21) um acordo para conceder ajudar de US$ 600 (seiscentos dólares) para todos os de americanos adultos que ganham até US$ 75 mil por ano. A prorrogação do benefício será encaminhada nas próximas horas para a sanção do presidente Donald Trump.

Se os EUA injetam recursos público para estimular a economia, o Brasil escolhe o caminho inverso –ao menos no discurso. O presidente Jair Bolsonaro tem repetido que não irá estender o auxílio emergencial para cerca de 77 milhões de brasileiros, que dependem do apoio do governo federal durante a pandemia.

A palavra de ordem “economizar” também é partilhada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, um conhecido defensor de interesses privados dentro do governo Bolsonaro.

O auxílio emergencial terá as últimas parcelas pagas no próximo dia 29 de dezembro, segundo a Caixa. A partir de janeiro de 2021, de supetão, os beneficiários não terão renda alguma.

Sobre o pacote de alívio nos EUA

Depois que os líderes do Congresso chegaram a um acordo há muito procurado sobre um pacote de alívio da pandemia de US$ 900 bilhões, os legisladores da Câmara e do Senado, nesta segunda-feira (21), correrão para finalizar o texto legislativo e enviar a medida para a mesa do presidente Trump antes que o financiamento do governo acabe.

Um acordo de princípio foi alcançado no final da tarde de domingo, horas antes do prazo de meia-noite para evitar uma paralisação do governo. Com tempo adicional necessário para transformar seu acordo em texto legislativo, ambas as câmaras tiveram que aprovar um projeto provisório de gastos de um dia, dando-lhes mais 24 horas para finalizar o acordo.

Os legisladores terão apenas algumas horas para revisar os US$ 2,3 trilhões em legislação de socorro e um ônibus abrangente para manter o governo financiado pelo restante do ano fiscal. Mas depois de meses de impasse e debate, as duas câmaras devem aprovar as medidas de gastos nesta segunda-feira e enviá-las ao presidente para sua aprovação.

Biden abençoou o acordo no Congresso

Embora o negócio precise da assinatura de Trump, ele traz, em parte, a marca do homem que está prestes a sucedê-lo. O presidente eleito Joe Biden não esteve diretamente envolvido nas negociações, mas assessores democratas disseram que estiveram em contato próximo com a equipe de Biden – e embora o ex-senador de Delaware tenha sugerido que o pacote não era suficiente para enfrentar a crise, ele promoveu o pacto como o tipo de acordo bipartidário que poderia se tornar rotina sob seu comando.

“Estou otimista de que podemos encontrar este momento, juntos”, disse ele em um comunicado divulgado na noite de domingo. “Minha mensagem para todos que estão lutando agora: a ajuda está a caminho.”

A magnitude do desafio que Biden enfrenta foi revelada nessas duas frases.

Ele está ansioso para apressar bilhões a mais em ajuda às localidades e àquelas mais atingidas pela pandemia – alinhando-o aos progressistas do partido – mas também precisa ganhar vantagem sobre os republicanos do Senado em negociações futuras, convencendo alguns apoiadores de Trump de que está disposto a trabalhar com eles.

O acordo de US$ 900 bilhões deve fornecer pagamentos de estímulo de US$ 600 a milhões de americanos adultos que ganham até US$ 75 mil por ano. Isso reviveria os benefícios de desemprego federal suplementar prescritos em US$ 300 por semana durante 11 semanas – fixando ambos na metade do valor fornecido pelo primeiro pacote de alívio à pandemia em março.

A proposta final também incluirá US$ 69 bilhões para a distribuição de uma vacina Covid-19 e mais de US$ 22 bilhões para os estados conduzirem programas de teste, rastreamento e mitigação do coronavírus.

O acordo também deve:

  • Continuar e expandir os benefícios para trabalhadores de show e freelancers e estender os pagamentos federais para as pessoas cujos benefícios regulares expiraram.
  • Fornece mais de US$ 284 bilhões para empresas e revive o Programa de Proteção ao Cheque de Pagamento, um programa de empréstimo federal popular para pequenas empresas que expirou durante o verão.
  • Expandir a elegibilidade sob esse programa para organizações sem fins lucrativos, jornais locais e emissoras de rádio e TV e alocar US$ 15 bilhões para locais de atuação, cinemas independentes e outras instituições culturais devastadas pelas restrições impostas para impedir a propagação do vírus.
  • Fornece US$ 82 bilhões para faculdades e escolas, US$ 13 bilhões em assistência nutricional aumentada, US$ 7 bilhões para acesso de banda larga e US$ 25 bilhões em assistência para aluguel.
  • Prorrogar uma moratória de despejo definida para expirar no final do ano.
  • Proibição de contas médicas inesperadas que acontecem quando os pacientes recebem atendimento inesperado de um provedor de saúde fora da rede. Em vez de enviar essas cobranças aos pacientes, hospitais e médicos agora precisarão trabalhar com seguradoras de saúde para saldar as contas.

Com informações do The New York Times