Caso Queiroz: PT pede impeachment de Bolsonaro e prisão de Flávio Bolsonaro

Gleisi Hoffmann: é gravíssima a denuncia de que a Abin foi usada para defender Flávio Bolsonaro

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), pediu nesta sexta-feira (11) o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

A dirigente petista classificou como “gravíssima” a denúncia de que Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu relatórios para advogados de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pedirem anulação do caso Queiroz/rachadinhas na Justiça.

“O presidente está usando o órgão de inteligência nacional para ajudar seu filho investigado”, contatou Gleisi. “Isso é motivo mais que suficiente de impeachment”, completou a parlamentar do PT.

De acordo com reportagem da revista Época, a Abin, órgão do governo federal, produziu ao menos dois relatórios para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a pedir a anulação do caso Queiroz.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), pelo Twitter, disse que “os documentos que revelam que a Abin trabalhou para ilegalmente produção de ‘provas’ para defesa de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz, que envolve diretamente Jair Bolsonaro e Micheque, são suficientes para um impeachment e para prisão imediata dos envolvidos sejam eles quem forem.”

Ou seja, Gleisi quer o impeachment e Pimenta pede a prisão imediata dos envolvidos no caso Queiroz.

A revista ‘Época’ revela que a Agência Brasileira de Inteligência produziu ao menos 2 relatórios com orientações para embasar um pedido de anulação do caso Queiroz. De acordo com a reportagem, a defesa do filo do presidente confirmou a autenticidade dos documentos.

Nesses documentos, a Abin especifica a finalidade de “defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj [Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro]”; sugere a substituição dos “postos”, em referência a servidores da Receita Federal; e traça uma “manobra tripla” para tentar conseguir os documentos que a defesa de Flávio espera.

Os relatórios da Abin apontam a existência de um suposto esquema criminoso na Receita para fornecer dados de Flávio que embasassem o inquérito da rachadinha.

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