Após a eleição, o lockdown

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Apesar desse ou daquele prefeito dizer que não será necessário o lockdown, cientistas pedem reversão de medidas de abertura das atividades não essenciais em todo o País.

Um dia após a eleição no segundo turno, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), endureceu a quarentena em resposta ao avanço da doença no estado.

O prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse que se as pessoas afrouxarem as medidas ele fecha tudo. “Se acham que a doença acabou, fecho tudo de novo”, sentenciou.

29 prefeitos da Região Metropolitana Curitiba indicam pode haver um indicativo para novo decreto de fechamento do comércio se os casos de covid-19 não diminuírem no Paraná. No estado, a lotações dos leitos de UTI chegaram ao limite, segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa).

No Rio de Janeiro, o prefeito eleito Eduardo Paes (DEM), “descarta” o lockdown porque seria ‘medida extrema e desnecessária’ –registrou a Globo. Porém, vale frisar, Paes ainda não é o prefeito. O titular do cargo é o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

Por sua vez, Crivella, derrotado no domingo (29), não se manifestou sobre a discussão.

O problema é que candidatos, eleitos ou não, fizeram o discurso da normalidade. Eles negaram durante a campanha que tinham a intenção de fechar as cidades para combater a pandemia. No entanto, a realidade está impondo agora medidas mais duras para conter o vírus.