[Ao vivo] Câmara faz audiência pública sobre vacinação em massa no Brasil

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A Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (9) o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

A discussão em audiência pública ocorre no âmbito da Comissão Externa de Enfrentamento da Covid-19.

A vacinação contra a covid-19 ganhou dramaticidade no Brasil com as ‘supostas’ disputas políticas e ideológicas acerca da origem dos imunizantes.

Nós anotamos ‘supostas’ porque por detrás desse histérico debate há também as questões financeiras, haja vista que se trata de compra de doses que custarão trilhões de reais aos cofres públicos.

Acompanhe a sessão da Câmara ao vivo:

Parlamentares cobram definição sobre vacina contra a Covid-19 no Brasil

O início da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido levou os parlamentares de oposição a cobrar, durante a sessão virtual desta terça-feira (8), uma política de imunização do governo brasileiro. A disputa pelos rumos da vacinação entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador de São Paulo,  João Dória, também foi alvo de críticas.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o presidente da República prefere “fazer vitrines com seus trajes” a detalhar um plano de imunização da população brasileira, apesar dos 170 mil mortos. Bolsonaro inaugurou, nesta segunda-feira, uma exposição dos trajes usados na posse presidencial.

“Enquanto estamos observando, de forma até invejosa, os britânicos serem vacinados, nós não sabemos se em meados de 2021 teremos metade da população brasileira imunizada”, disse.

Para a líder do PCdoB, Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a exposição demonstra que o governo está mais preocupado com “futilidades” do que com a vacinação do brasileiro.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) também afirmou que o governo federal não tem um plano adequado. “Esta Casa não pode aceitar esta proposta ridícula do Ministério da Saúde que propõe levar todo o ano de 2021 para alcançar menos de 50% da população brasileira com a vacinação”, condenou.

Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o Ministério da Saúde está um passo atrás na corrida pela vacina porque privilegiou a cloroquina. Para o deputado Joseildo Ramos (PT-BA), ingerências do governo federal na Anvisa podem adiar ainda mais a vacinação do brasileiro.

Bolsonaro versus Dória

A disputa entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governo de São Paulo em torno da vacina foi alvo de críticas do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “Nós precisamos tomar um norte, um rumo, uma direção. A vacina, não importa se é chinesa, se é americana, se é russa, se é inglesa. Não importa. Ela tem que vir para o Brasil para atender o povo brasileiro.”, condenou.

Na avaliação do deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), tanto o governo federal quanto o governo de São Paulo erraram na disputa. “Infelizmente, dentro dessa disputa, o governo federal agiu de maneira irresponsável durante toda essa pandemia, e também o governo de São Paulo tenta tirar proveito político e se cacifar. Mas isso só acontece porque existe um vácuo de gestão política dessa grave crise que o Brasil está vivendo”, disse.

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro e criticou João Dória por afirmar que vai imunizar a população ainda que a vacina não tenha autorização da Anvisa. “Esse sujeito [Dória], de forma irresponsável — por que não dizer um verdadeiro maluco? —, está querendo submeter a população do Estado de São Paulo a uma campanha fictícia, a uma campanha fantasiosa”, criticou.

Disputa

Em reunião com os governadores nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford deverá ganhar aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de fevereiro. Essa vacina é produzida em cooperação com a Fiocruz.

Em outra frente, o governador de São Paulo, João Dória, anunciou o início da vacinação contra a Covid-19 no dia 25 de janeiro no estado, com a aplicação da Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida pelo Instituto Butantan. A vacina ainda não tem a aprovação da Anvisa.

Já os ingleses optaram por oferecer à população a partir desta semana a vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTec. A Rússia também já iniciou a vacinação com um imunizante chamado Sputinik.

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