Veja como o PSDB foi “extinto” no Paraná

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O Partido da Social Democracia Brasil (PSDB) será “extinto” na próxima legislatura da Câmara Municipal de Curitiba. Outrora a agremiação mais forte na capital paranaense, os tucanos não conquistaram nenhuma das 38 cadeiras que estiveram em disputa no primeiro turno das eleições 2020.

O que aconteceu em Curitiba é uma prévia do que pode ocorrer em São Paulo, berço do PSDB, se o atual prefeito Bruno Covas perder a eleição no domingo (29). Na capital paulista, os tucanos elegeram 8 cadeiras na Câmara.

Em Curitiba, o desastre eleitoral do PSDB teve alguns fatores:

1- prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa, por suposta corrupção;
2- associação do partido à imagem de Aécio Neves (MG);
3- péssima reputação administrativa dos gestores do PSDB;
4- privatizações e contratos irregulares;
5- ligação a Bolsonaro;
6- aniquilamento de direitos sociais; e
7- violência contra movimentos populares e professores.

A lista de por quês é longa, mas é fato que o PSDB não existirá na legislatura que vem na Câmara de Curitiba. Na eleição de 2016, os tucanos elegeram três vereadores.

A situação também não é muito diferente na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Restaram apenas 3 deputados do PSDB. Na legislatura de 2014, por exemplo, eles eram 9.

Como você vê, tucano é um bicho em extinção na política do Paraná.

São Paulo ainda luta para manter acesa a chama do conservadorismo sob a liderança do bolsonarismo, que é representado neste segundo turno por Covas.

Ironicamente, em 2016, o PSDB foi à Justiça pedir a extinção do PT, porém foram os próprios tucanos que acabaram “extintos” democraticamente pelo povo.