Ratinho manda despejar professores que fazem greve de fome no Paraná

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), pediu e a Justiça determinou que professores, funcionários de escola e estudantes em greve de fome deixem a marquise do Palácio Iguaçu, sede do executivo estadual.

Se a ordem for cumprida, os grevistas de fome ficarão ao relento. Em Curitiba, faz bastante frio nesta noite e a previsão é que a temperatura caia para 13°C.

Desde a tarde desta quinta-feira (19), trinta pessoas começaram uma greve de fome por tempo indeterminado até que Ratinho recue do edital 47, que obriga professores e funcionários a fazerem um provão para a contratação simples (PSS). Estão em jogo 28 mil cargos.

A APP-Sindicato questiona o processo porque, segundo a entidade, isso causa aglomerações e risco de infecção pela covid nos profissionais do magistério. Além disso, a licitação de escolha da empresa que aplicará os testes também foi questionada.

A decisão judicial que determinou o despejo dos grevistas da porta do Palácio Iguaçu, no bairro Centro Cívico, foi do juiz substituto Fábio Luiz Decoussau Machado.

A APP-Sindicato informou que já recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

A greve de fome das trinta pessoas completou 30 horas.

A APP-Sindicato pediu a apoiadores do movimento que fossem até o Palácio Iguaçu em solidariedade aos educadores em jejum.

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