Prefeituras do Paraná se negam a fazer provas para professores substitutos

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Secretários de Saúde de municípios onde seria realizada uma prova presencial para escolha de professores substitutos para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) do governo do Estado estão se mostrando contrários à realização do concurso.

Seria a primeira vez que o governo do Paraná realizaria essa prova. Nos anos anteriores, a prova era somente de títulos, avaliando a formação dos profissionais e o tempo de serviço como professores.

O motivo é a pandemia da Covid-19. Os municípios avaliam que reunir os profissionais para a prova seria muito arriscado, podendo causar a contaminação dos professores.

Os municípios de Apucarana e Paranavaí, já se manifestaram oficialmente. E dezenas de outras cidades tendem a adotar a mesma medida.

A prova é motivo de protesto dos professores. Um grupo estava inclusive em greve de fome até ontem (26). A APP-Sindicato chegou a deliberar pela realização de uma greve, mas o fim do ano letivo desmobilizou os profissionais.

O imbróglio é motivo de racha no próprio governo. De um lado estão o governador Ratinho (PSC) e o secretário de Educação, Renato Feder. Do outro está o secretário de Saúde, Beto Preto, que é contra a realização das provas por motivos óbvios.

Não faz sentido fazer uma prova presencial neste momento, ainda mais para contratação de substitutos. Use-se o sistema de títulos e depois faça-se o debate sobre a prova, quando não houver mais pandemia.

Com informações do Pinhais Info.

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