Prefeitura de Curitiba autoriza volta às aulas presenciais enquanto especialistas discutem severo fechamento

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Há algo de podre no reino de Curitiba. A prefeitura da capital paranaense autorizou nesta terça-feira (17) a volta das aulas presenciais para crianças até 10 anos de idade nas escolas particulares do município. Na prática, a liberação vale para crianças desde zero ano, que ocupam as creches, até Ensino Fundamental 1.

A Prefeitura de Curitiba autorizou as escolas particulares para o retorno imediato das atividades, desde que elas apliquem os protocolos sanitários contra COVID-19 dentro das instituições.

Para a rede municipal, explica a Prefeitura de Curitiba, permanece o decreto em vigor, qual seja, as aulas seguem suspensas até o próximo dia 30 de novembro.

O problema é que houve aumento da média móvel diária de mortes por COVID-19 no País. Foi de 557, a maior dos últimos 35 dias, com tendência de alta em 14 estados brasileiros. Em virtude disso, especialistas já discutem retorno de medidas severas de isolamento.

A média móvel de casos ficou 71% acima do que há duas semanas.

Estados de todas as regiões do país, como Rio, São Paulo, Mato Grosso, Acre e Paraná, observam as médias móveis de ocorrências e mortes até triplicarem nos últimos dias. As informações são do Ministério da Saúde.

Em virtude das festas de fim de ano, como Natal, as autoridades sanitárias estão receosas de uma reação por parte da população com a proposta de uma nova quarentena. Por enquanto, a recomendação é para continuar usando a máscara.

Segundo o Imperial College de Londres, a taxa média de transmissão (Rt) da COVID-19 no Brasil foi de 1,1 na última semana — ou seja, cada cem pessoas contaminadas contagiam outras 110. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2. Desta vez, ela cresceu 0,33 e voltou praticamente ao mesmo patamar de duas semanas atrás.

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