Médico de Maradona se defende das acusações: “Não há erro médico”

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Em coletiva, Leopoldo Luque, médico neurocirurgião, afirmou que morrer de ataque cardíaco é a coisa mais comum do mundo.

Em entrevista à mídia argentina, Leopoldo Luque, médico de Diego Armando Maradona, se defendeu das acusações de negligência, na causa da morte do ídolo argentino de 60 anos.

Neste domingo (29), o Ministério Público de San Isidro, na Argentina, ordenou busca a apreensão de documentos, computadores e cinco celulares na sua casa e clínica.

De acordo com informações do site “La Nación”, um inquérito apura a hipótese de homicídio culposo.

“Todos nós nos reunimos para ver o que era melhor para Maradona. O que precisamos é de sua vontade, porque sem Diego nada poderia ser feito. Por que eles não investigam quem era Diego? Não existem critérios que possamos seguir sem o seu consentimento” disse o médico em entrevista à mídia argentina.

O neurocirurgião ainda ressaltou que acha o ataque cardíaco que matou Maradona ter sido uma fatalidade.

“Não há erro médico, nem há julgamento. Maradona teve um ataque cardíaco. É a coisa mais comum no mundo morrer assim. É um fato que pode acontecer. Sempre foi feito todo o possível para diminuir esse risco, mas não dá para bloqueá-lo.”

Leopoldo disse que chegou a ser mandado embora por Maradona algumas vezes.

“O Diego era muito difícil. Muitas vezes me expulsou de casa, mas aí depois me ligava. Fazia sugestões que ele aceitava ou não.”

“Eu me sinto responsável por amá-lo, por cuidar dele, por estender sua vida e melhorá-la até o fim. Quando falaram que ele estava dopado, o Diego me disse: ‘E você dá bola para ele? Os idiotas são os que sobram.”

Luque não estava com Maradona no momento de sua morte, mas fez uma chamada de emergência para pedir uma ambulância às 12h16 daquela quarta-feira.