Governo Bolsonaro impôs censura na EBC sobre assassinato de negro no Carrefour, diz jornalista

Compartilhe agora

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Agência Brasil foram orientadas em suas redes sociais para evitar notícias relativas ao assassinato de Beto Freitas, no dia 19 de novembro, no hipermercado Carrefour, em Porto Alegre. A informação é do colunista Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a publicação, a ordem foi dada por escrito a funcionários da Agência Brasil no dia 20, dia seguinte ao crime, ocorrido às vésperas do dia da Consciência Negra.

No dia que a notícia eclodiu no Brasil, repercutida nos maiores veículos de comunicação, a Agência Brasil, cujas redes sociais são imtensamente movimentadas, teve uma publicação por hora no Twitter – quatro sobre futebol, e uma sobre uma agenda positiva do Itamaraty.

LEIA TAMBÉM:

2020 teve as eleições mais censuradas da história do País

Marília Arraes abre ligeira vantagem sobre João Campos em Recife, diz RealTime Big Data

Maradona é sepultado em cerimônia fechada com a família e amigos

Beto, um jovem negro, foi assassinado brutalmente por dois seguranças do mercado. Por parte do governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice, Hamilton Mourão (PRTB), afirmaram que não existe racismo no Brasil.

O assassinato gerou protestos em todo o país e em diversas partes do mundo.